Baiano foi demitido de terceirizada da Vale dois meses antes da tragédia em Brumadinho

Ednilson Evangelista foi enterrado na terça-feira (29), em Mário Campos (MG). Ele deixa esposa grávida de 9 meses. Outros seis baianos seguem desaparecidos.

O pai do baiano Edinilson dos santos Cruz, de 23 anos, um dos mortos na tragédia de Brumadinho (MG), trabalhava com o filho até cerca de 2 meses atrás. Edmilson Evangelista da Silva, de 42 anos, contou que também era terceirizado da Vale e, que caso não tivesse sido desligado da empresa, estaria na área atingida pelo mar de lama no momento em que a barragem rompeu e atingiu o Córrego do Feijão.

“Me mandaram embora dois meses antes de acontecer. [Neste mês] eu estava trabalhando fora, próximo à São Paulo”, disse, emocionado, Edmilson Evangelista.

Ednilson trabalhava no terreno da Vale no momento em que a barragem de rejeitos rompeu. O mecânico ficou desaparecido por três dias. O corpo do jovem, que nasceu em Santo Amaro, no recôncavo baiano, foi achado por familiares, na segunda-feira (28). O nome do jovem está na lista de vítimas divulgada pela Vale.

Ednilson foi enterrado, na terça-feira (29), em Mário Campos, cidade mineira onde morava há 10 anos. Ednilson foi enterrado na cidade de Mário Campos ainda na terça-feira (29). O pai dele contou que o sepultamento foi custeado pela Vale. Contudo, de acordo com Edmilson, a empresa ainda não procurou a família para falar sobre a tragédia.

Outros seis baianos ainda não foram encontrados. O último boletim divulgado sobre o número de vítimas, na tarde desta quarta-feira (30), aponta 99 mortos e 259 desaparecidos no acidente.

Por ter trabalhado no local, Edmilson Evangelista disse, em entrevista à TV Bahia, que é muito difícil resgatar os corpos das pessoas.

Fonte:G1

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