Mourão defende ‘corredor de escape’ para Maduro deixar a Venezuela

Vice-presidente disse que Maduro deve sair do país vizinho para a Venezuela 'se reconstruir'. Ele ainda afirmou que decreto sobre sigilo de informações não fere Lei de Acesso a Informações.

O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta quinta-feira (24), em entrevista ao programa do jornalista Roberto D’Ávila, na GloboNews, que deve ser criado um “corredor de escape” para o presidente Nicolás Maduro “e seu pessoal” deixarem a Venezuela.

Mourão, nesta semana, é o presidente da República em exercício, com a viagem de Jair Bolsonaro para participar do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

A Venezuela passa por uma forte crise política, econômica e social. A tensão no país vizinho se agravou na quarta-feira (23), quando o presidente da Assembleia Nacional e líder da oposição, Juan Guaidó, se autoproclamou presidente interino do país.

A oposição na Venezuela e alguns países da comunidade internacional, entre eles o Brasil e os Estados Unidos, não reconhecem o mandato de Maduro, sob a alegação de que a eleição vencida por ele, no ano passado, foi fraudada.

Na entrevista a Roberto D’Ávila, Mourão foi questionado sobre o risco de uma eventual guerra civil na Venezuela.

“Eu ainda julgo que a grande missão que os outros países têm é oferecer uma saída para o Maduro e seu pessoal. Tem que ter um corredor de escape”, afirmou o vice-presidente.

Ele lembrou que na batalha de Lomas Valentinas (1868), na Guerra do Paraguai, o marechal brasileiro Caxias deu a possibilidade de escapada para o líder paraguaio, Solano López.

Para Mourão, o fato de o governo brasileiro ter reconhecido Guaidó como o presidente interino é condizente com o entendimento do Grupo de Lima, do qual o Brasil faz parte. O grupo, além de Brasil e Peru, tem outros 11 países: Argentina, Canadá, Colômbia, Costa Rica, Chile, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá e Paraguai. Em janeiro, o grupo decidiu que não reconheceria o mandato de Maduro.

“Na realidade, já a resolução do Grupo de Lima já tinha sido uma resolução bem forte e a partir dali considerava o governo do Maduro na ilegalidade. Acho que nós [governo brasileiro] simplesmente seguimos o que o Grupo de Lima, integrado pelos nossos vizinhos da América do Sul e outros países, já tinha previsto”, disse Mourão.

Fonte:G1

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