Fábrica de colchões incendiada não tinha licença do Corpo de Bombeiros

Equipes seguem trabalhando no rescaldo; 60% do local foi atingido

A fábrica de colchões Ortobom, localizada no bairro de Valéria, em Salvador, que foi atingida por um incêndio na manhã desta terça-feira (19) e perdeu 60% de toda sua estrutura não tinha Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). A informação é do próprio Corpo de Bombeiros, que disse, ainda, que esse documento poderia ter ajudado na diminuição dos danos.

Por meio da assessoria de comunicação, o Corpo de Bombeiros afirmou que o AVCB é uma autorização que atesta a segurança de estabelecimentos, relacionado à quantidade de equipamentos e itens exigidos para a dimensão de cada espaço. Procurada pelo CORREIO, a fábrica ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Equipes do Corpo de Bombeiros conseguiram preservar cerca de 40% da fábrica de colchões. O fogo, que começou por volta das 5h50, permanece confinado numa área restrita dentro da edificação, na Rua Eurico Temporal. Duas viaturas e 13 bombeiros ainda trabalhavam, na manhã desta quarta-feira (20), no rescaldo das chamas.

Não há registro de vítimas e as causas do incêndio ainda são desconhecidas.

De acordo com um bombeiro, a equipe trabalha hoje no combate a três focos de fogo que estão localizados em locais de difícil acesso. A dificuldade neste momento é de encontrar um caminho para chegar às chamas.

Ainda de acordo com o major, o líquido inflamável se espalhou ao redor do galpão onde as chamas começaram é um solvente. “Foi esse material que, com a queima, com a combustão, foi projetado. Estamos com toda a logística para que o fogo não se alastre para as casas vizinhas”, explicou. Com o apoio de órgãos da Prefeitura, caçambas de areia foram deslocadas para estancar o avanço do material químico. Ao todo, 20 famílias ficaram desalojadas.

O clima entre os funcionários e trabalhadores, que eram beneficiados com a instalação da fábrica no bairro, lamentam o ocorrido. Muitos acompanham o trabalho do Corpo de Bombeiros desde o início, na manhã de terça-feira  (19). De acordo com um bombeiro, a equipe trabalha no combate a três focos de fogo que estão em locais de difícil acesso. Eles tentam encontrar um caminho para chegar às chamas.

O microempresário Diego da Silva, 28 anos, é filho do dono de um estacionamento que fica ao lado da fábrica. O local abrigava 16 caminhões de empresas terceirizadas responsáveis por fazer o transporte dos colchões.

“Meu pai trabalha aqui há 37 anos. Vamos esperar a empresa avaliar os danos e nos dar um posicionamento. É uma empresa responsável e que empregava muitas pessoas de forma direta e indiretamente”, lamentou.

Como o estacionamento está localizado bem próximo à fábrica, os caminhoneiros tiveram que tirar os veículos às pressas. O motorista José Carlos Moreira tinha três caminhões estacionados no local. Ele utilizou um deles para quebrar o muro e abrir caminho para os outros veículos. Há 20 anos ele trabalha como terceirizado para Ortobom.

“Por volta das 6h, um colega me ligou para avisar que era para retirar meus caminhões. Tive que dar duas rés para quebrar o muro e tirar os carros. Os bombeiros não queriam deixar, mas as labaredas estavam altas”, relembrou.

Nesta terça, a Ortobom emitiu um comunicado e garantiu que já está prestando apoio aos desalojados, que foram encaminhados para hoteís da região, e que se responsabilizará por auxiliar nas necessidades de quem foi prejudicado. Além disso, a fabricante de colchões informou que o abastecimento dos seus produtos na região de Salvador não será prejudicado.

Fonte:Correios24Horas

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